Como se leva uma estrela para o céu?

"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente." (Fernando Pessoa) Tal como o poeta, também eu finjo, imagino, invento e crio com as minhas palavras...

segunda-feira, fevereiro 13

18 anos...

Há já algumas semanas que fiz 19 anos. Para trás ficaram os 18, os mesmos dezoito à volta dos quais se criam tantas expectativas. Para mim, eles vieram e foram, sem mudanças visíveis — não me senti mais velha, não tirei a carta e não comprei carro, não saí de casa dos meus pais nem deixei de lhes obedecer… Enfim, a minha vida permaneceu igual. No entanto, algumas mudanças ocorreram, mudanças daquelas que ninguém vê nem se apercebe até fazer um balanço daquilo que se passou. E, feito agora esse balanço dos meus 18 anos, posso dizer que se trata de um balanço positivo.
O ano que passou serviu, acima de tudo, para me fazer crescer e aprender a ser (espero eu) uma pessoa um bocadinho melhor. Fez-me perceber que aquilo que eu sempre considerara seguro e estável podia desaparecer num instante, deixando apenas um vazio a ser preenchido pela dor; fez-me compreender que é nas adversidades que mostramos o pior e o melhor de nós, pois apesar da teimosia, da frieza e do orgulho, há também amor, carinho e apoio a dar e a receber, fortificando os laços estabelecidos e criando novos; fez-me descobrir que às vezes basta darmos uma oportunidade a uma pessoa para descobrir nela uma amiga para a vida; fez-me compreender o valor do perdão e o significado dele na amizade; fez-me aprender a arriscar e a tomar prazer nisso; fez-me acreditar na força redentora do amor e, para além de tudo, fez-me apreciar os pequenos momentos da vida, que por serem tão frágeis se tornam assim tão preciosos.
Assim, um ano que começou não da pior forma, mas de uma maneira não desejável, foi-se tornando, aos poucos, num ano excelente e extremamente lúdico. Fiz novas amizades, reencontrei velhos companheiros, visitei novos sítios, entrei na faculdade, alarguei os meus horizontes, aceitei novas responsabilidades, descobri alguém especial… E, para além de tudo o mais, cresci e tornei-me mais adulta. Não perdi, no entanto, a loucura irreverente da juventude e a vontade de viver cada dia da melhor forma possível…
De facto, os meus 18 anos foram muito produtivos. Não tenho vontade de repetir, mas relembrá-los-ei sempre com carinho e saudade.

2 Comments:

  • At 13/2/06 16:25, Anonymous Anónimo said…

    Olá Xaninha...

    Já tinha visitado este teu cantinho há uns tempinhos...
    =)

    Gosto do que tu escreves...
    E eu tb ainda não me sinto grande...apesar de já ter os 18..:P

    By the way,,é a Joana da Faculdade (ficaste muito mais esclarecida agora né?:P)

     
  • At 18/3/06 23:00, Blogger J. said…

    Eu já fix os 18 ms aind naum fix os 19... até ag tem sido 1 ano calmo e sem grands percalços ao cntrário dos meus 17 ond tdo acnteceu ( d bom e d mau) e ond senti tdo o k dixest k t acnteceu nos teus 18... A barreira 17/18 naum mudou nd em mim, ms o ano em si mudou a mnh vida 180º... É viver pra aprender...

     

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