Como se leva uma estrela para o céu?

"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente." (Fernando Pessoa) Tal como o poeta, também eu finjo, imagino, invento e crio com as minhas palavras...

quinta-feira, março 2

Tristes histórias...

Escrevi tristes histórias ao longo do tempo. Histórias minhas, pessoais e intransmissíveis, que não partilhei com ninguém. Mágoas escritas a tinta negra sobre o papel claro que se tornou a minha vida… Linhas e linhas escritas com a caneta escura que marca a impossibilidade de se voltar atrás. Pergunto-me agora porque não escrevi antes a lápis, para poder apagar os erros passados e escrever histórias mais felizes que me fizessem sorrir ao relembrá-las e não chorar estas lágrimas solitárias de arrependimento amargo… Mas será um arrependimento assim tão grande, este que é o meu? Questiono-me. Quereria eu histórias belas e fantasiosas que tornassem a minha vida repleta de ilusões? Ou preferiria eu as minhas tristes histórias, tão tristes como uma noite sem estrelas, mas tão reais, tão verdadeiras, tão minhas!? Porque estas histórias fazem parte de mim, são fragmentos da minha alma e não pertencem a mais ninguém. São quem eu sou e trouxeram-me até aqui e até agora. E por isso não as esqueço nem as troco, a estas tristes histórias minhas…

1 Comments:

  • At 4/3/06 14:33, Blogger D@s Pl3ktrüm-/v\ädch3n said…

    Com o bom e com o mau, sempre se aprende =P sem o mau não saberíamos dar o devido valor a tudo o que de bom nos acontece. É o que dizem e, por pouco consolador que seja, faz sentido. Mas tenho a certeza que vais coleccionar ainda muitas histórias felizes e bonitas ;) u deserve it*

     

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