Como se leva uma estrela para o céu?

"O poeta é um fingidor. Finge tão completamente, que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente." (Fernando Pessoa) Tal como o poeta, também eu finjo, imagino, invento e crio com as minhas palavras...

segunda-feira, fevereiro 27

Como é fácil ser difícil...


"Como é fácil ser difícil. Basta ficar longe dos outros e, dessa maneira, nunca vamos sofrer. Não vamos correr os riscos do amor, da decepção, dos sonhos frustrados. Como é fácil ser difícil. Não precisamos de nos preocupar com telefonemas que têm de ser feitos, com pessoas que pedem a nossa ajuda, com a caridade que é necessário fazer. Como é fácil ser difícil. Basta fingir que estamos numa torre de marfim, que jamais derramaremos uma lágrima. Basta passar o resto da nossa existência a representar um papel. Como é fácil ser difícil. Basta abrir mão do que existe de melhor na vida: o Amor!"

terça-feira, fevereiro 21

5 Hábitos estranhos...

Okay, também a mim me foi lançado o desafio dos 5 hábitos estranhos, depois de uma excelente tarde passada na companhia da Tatiana e da Rebeca (isto é tudo culpa delas, claro! Nunca de livre vontade eu revelaria o que estou prestes a revelar...) Então, depois de pensar um pouco, aqui vai:
  1. De cada vez que uso anéis (no Verão é frequente, no Inverno não tanto) passo a vida a mexer-lhes, a rodá-los, a tirá-los e a pô-los. E se não tenho anéis mexo nos dedos, no cabelo, nos brincos... Não consigo parar quieta!
  2. Durmo sempre de lado (nem pensar em dormir para cima ou para baixo, não consigo) e sempre virada para a porta - se a porta do quarto fica à direita, durmo para o lado direito, se fica à esquerda, durmo para esse lado.
  3. Tenho por hábito dar nome aos meus aparelhos electrónicos: os meus computadores portáteis têm nome, a minha pen tem nome, o meu leitor de Mp3 tem nome... E influencio a minha irmã para que também dê nome aos dela :-p
  4. Adoro assinar a minha rúbrica em qualquer pedaço de papel. Quando as outras pessoas desenham bonecos ou estrelas ou outra coisa qualquer, eu assino. Até para experimentar canetas eu assino :-)
  5. Não toco em queijo. Não gosto do aspecto, não gosto do cheiro e já nem me lembro do sabor, porque já não como queijo há mais de dez anos. E não só não como, como não lhe toco (se for a minha vez de levantar a mesa, eu deixo ficar o queijo). Também não como bacalhau, nem azeite e a sopa só a como se for passada com a varinha mágica (sopa de bebé, como a minha mãe lhe chama)...

Pois, aqui estão 5 dos meus hábitos mais estranhos. Acreditem quando vos digo que não são os únicos. É verdade, sou uma pessoa bastante esquisita, mas também o conceito de normalidade é bastante relativo. O que é ser normal, afinal de contas?

terça-feira, fevereiro 14

Dia de S. Valentim


Embora o dia de S. Valentim, ou Dia dos Namorados, não me diga muito, já que ele existe, ao menos entremos no espírito da coisa (sem nos tornarmos demasiado consumistas - afinal trata-se de uma data comercial) e deixemos que o amor invada as nossas vidas. Por isso, para todos os enamorados, aqui fica:

Sonho

Quero contar-te o meu segredo, conta-me o teu também
Mostra-me o mistério que o teu coração tem
Vem ser o homem que para mim eu sempre desejei
Vem ser o sonho que sempre sonhei
Sem ti o tudo não é nada que me possa completar
Amor é etapa que só contigo quero alcançar
Mais ninguém, só eu nasci para te amar

Deixa-me ser o sonho que entra na tua mente
E poder por instantes ser tua simplesmente
Deixa-me ser o sonho que entra na tua mente
E poder por instantes ser tua simplesmente

É só a ti que eu quero para poder viver
É contigo que eu quero o amor conhecer
E dizer ao mundo o quanto te amo
És tudo para mim, o teu sentimento chamo
Vem até mim preciso de um abraço teu
Serei a Julieta vem ser o meu Romeu

Deixa-me ser o sonho que entra na tua mente
E poder por instantes ser tua simplesmente
Deixa-me ser o sonho que entra na tua mente
E poder por instantes ser tua simplesmente

Não tens nenhum defeito és tudo o que eu sonhei
Só não digo que és perfeito porque assim não há ninguém
Queria-te dizer o que sinto por ti
Mas é forte demais para o que escrevi aqui
Amo-te e sempre te amarei nunca te vou esquecer
You’re everything; não te quero perder

Deixa-me ser o sonho que entra na tua mente
E poder por instantes ser tua simplesmente
Deixa-me ser o sonho que entra na tua mente
E poder por instantes ser tua simplesmente

É o amor…

Butterfly

segunda-feira, fevereiro 13

18 anos...

Há já algumas semanas que fiz 19 anos. Para trás ficaram os 18, os mesmos dezoito à volta dos quais se criam tantas expectativas. Para mim, eles vieram e foram, sem mudanças visíveis — não me senti mais velha, não tirei a carta e não comprei carro, não saí de casa dos meus pais nem deixei de lhes obedecer… Enfim, a minha vida permaneceu igual. No entanto, algumas mudanças ocorreram, mudanças daquelas que ninguém vê nem se apercebe até fazer um balanço daquilo que se passou. E, feito agora esse balanço dos meus 18 anos, posso dizer que se trata de um balanço positivo.
O ano que passou serviu, acima de tudo, para me fazer crescer e aprender a ser (espero eu) uma pessoa um bocadinho melhor. Fez-me perceber que aquilo que eu sempre considerara seguro e estável podia desaparecer num instante, deixando apenas um vazio a ser preenchido pela dor; fez-me compreender que é nas adversidades que mostramos o pior e o melhor de nós, pois apesar da teimosia, da frieza e do orgulho, há também amor, carinho e apoio a dar e a receber, fortificando os laços estabelecidos e criando novos; fez-me descobrir que às vezes basta darmos uma oportunidade a uma pessoa para descobrir nela uma amiga para a vida; fez-me compreender o valor do perdão e o significado dele na amizade; fez-me aprender a arriscar e a tomar prazer nisso; fez-me acreditar na força redentora do amor e, para além de tudo, fez-me apreciar os pequenos momentos da vida, que por serem tão frágeis se tornam assim tão preciosos.
Assim, um ano que começou não da pior forma, mas de uma maneira não desejável, foi-se tornando, aos poucos, num ano excelente e extremamente lúdico. Fiz novas amizades, reencontrei velhos companheiros, visitei novos sítios, entrei na faculdade, alarguei os meus horizontes, aceitei novas responsabilidades, descobri alguém especial… E, para além de tudo o mais, cresci e tornei-me mais adulta. Não perdi, no entanto, a loucura irreverente da juventude e a vontade de viver cada dia da melhor forma possível…
De facto, os meus 18 anos foram muito produtivos. Não tenho vontade de repetir, mas relembrá-los-ei sempre com carinho e saudade.

quinta-feira, fevereiro 9

Amanheceu...

Amanheceu. Ouço os sinos da igreja lá ao longe, enquanto a chuva martela os estores do meu quarto, convidando-me a ficar na cama nesta triste manhã de Inverno. Sei no entanto que tal não é possível e, ainda ensonada, saio de debaixo das cobertas e ponho os pés nus no chão de pedra gelada. Com um arrepio a percorrer-me o corpo, levanto-me e passo a meia hora seguinte a preparar-me para sair e enfrentar o chuvoso dia. Ao ir tomar o pequeno-almoço nem olho pela janela, com medo que a visão da rua molhada me faça mudar de ideias quando eu não posso dar-me a esse luxo. A vida é assim, finge sempre que temos a hipótese de escolher, que temos essa opção, mas se não fizermos exactamente o que é esperado que façamos, então aí arcamos com as consequências mais graves dos nossos actos, mesmo que eles sejam tão inofensivos como ficar na cama numa manhã de Inverno.